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Carta de Janeiro de 2025

  • Foto do escritor: Felipe Picanço
    Felipe Picanço
  • 12 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Caro leitor,


O ano de 2025 começa com as expectativas em torno do novo mandato presidencial dos EUA, com receio das possíveis medidas a serem anunciadas pelo novo governo, que envolvem imposições tarifárias e medidas voltadas à imigração. No campo macroeconômico, o Federal Reserve (FED), na reunião do mês, manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,5%, apoiando a decisão na estagnação da inflação de curto prazo e de um aquecimento da economia representado pelos dados do mercado de trabalho.

Para a Europa, os dados de atividade estão mostrando a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), de forma gradual, com a taxa se aproximando da almejada taxa neutra, representada por uma taxa de juros em torno de 2,0% ao ano.


A China, apesar de ter atingido a meta de crescimento de 2024, estabelecida em 5,0%, influenciada pelos estímulos monetários de redução de juros de curto prazo e de incentivo a segmentos chaves, como o imobiliário e construção civil, trará para 2025 o receio se essa taxa de crescimento tem capacidade de ser mantida. O ponto de atenção é que taxas de crescimento da economia chinesa abaixo do esperado podem impactar na relação comercial com o Brasil e na capacidade de geração de resultados para as empresas que dependem dessa relação, principalmente quando falamos de commodities.


No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) elevou a Selic de 12,25% para 13,25%, uma decisão que está em linha com as expectativas de mercado, visto que o aumento de taxas de juros no cenário atual é visto como um remédio amargo porém necessário para conter o ciclo inflacionário que vivemos. Além do aumento da última reunião, ainda há expectativas de novos aumentos nos próximos encontros, com o objetivo de manter a inflação dentro das bandas de até 4,5% em valores anualizados. As preocupações fiscais irão persistir durante o ano de 2025, porém não tivemos nenhuma grande nova mensagem negativa na política fiscal, o que permitiu uma amenidade no humor do mercado.


Assim, a redução do pessimismo permitiu que o IBOVESPA fechasse o mês com retorno positivo de 4,86%, bem como permitiu que a redução das taxas de juros futuros tivesse reflexo positivos nos índices IMA-B e IMA-B5, com valorizações acima de 1%. O dólar, por sua vez, teve queda de -5,85%.


Até a próxima,

Felipe Picanço, CGA


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